Era como se nos tornássemos doentes. Ambos vivendo em delírio racional. Precisava existir algo que organizasse toda a desordem causada, uma cura que só um de nós achou.
Só que um foi. E outro ficou.
Sobraram tantos restos, tantos pedaços, tantos flashes do abismo que eu só soube encontrar no teu olho. Um abismo do qual eu nunca soube voltar e que me fez continuar doente, onde tudo beira o delírio, onde tudo é subterrâneo, onde toda a água queima e todo o fogo afoga.
E - pra não perder o costume - se perguntarem, eu nego. Eu sempre acreditei em exorcismo de emoções, sempre acreditei na resistência à tudo o que não é racional. Mesmo que exista um longo caminho e que "fingir que está tudo bem" faça(temporariamente) parte,
eu também quero cura.