sexta-feira, 29 de maio de 2009


E por anos eu vivi procurando um sentido. Fui aquela que sempre acreditou na existência de explicações, motivos e significados únicos. Ou era, ou não era.
Foi devido ao fato de minhas experiências raramente terem apresentado algum sentido, que eu acabei me cansando. Procurei entender muita coisa, não entendi quase nada. Desisti das justificativas. Comecei a viver medos.
Vivi cada uma das minhas histórias como se fossem peças que não se encaixam, peças que nunca se interligariam. Apaguei de mim tantas das coisas que não possuíram significado e me esqueci de perceber que a visão do outro lado tem a memória menos compreensiva e mais cruel do que a minha.
Eu não gosto de pensamentos pré-prontos, eu não gosto do livre arbítrio alheio, eu não gosto de quem acha que faz sentido. Eu só gosto de pouca gente.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

eu quero mais abraços...

Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.

Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.

E na minha insignificância, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

fria e calculista...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

...

Então não vá embora, diga o que disser. Mas diga que você ficará... para sempre e mais um dia, durante meu tempo de vida.
Pois eu preciso de mais tempo, eu preciso de mais tempo simplesmente para acertar as coisas.

Dane-se minha situação e os jogos que eu tenho de jogar com todas as coisas presas a minha mente. Droga de educação, eu não consigo achar as palavras certas sobre as coisas presas na minha mente.

Eu e você... o que está acontecendo? Tudo que parecemos saber é como mostrar os sentimentos que estão errados...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

WARNING!


When I am an old woman, I shall wear purple with a red hat which doesn’t go, and doesn’t suit me.

And I shall spend my pension on brandy and summer gloves and satin sandles, and say we’ve no money for butter.

I shall sit down on the pavement when I’m tired and gobble up samples in shops and press alarm bells and run with my stick along public railings, and make up for the sobriety of my youth.

I shall go out in my slippers in the rain and pick flowers in other people’s gardens and learn to spit!

You can wear terrible shirts and grow more fat and eat three pounds of sausages at ago, or only bread and pickles for a week.

And hoard pens and pencils and beermats and things in boxes.

But now we must have clothes that keep us dry, and pay our rent and not swear in the street, and set a good example for the children. We must have friends to dinner and read the papers.

But maybe I ought to practice a little now?
So people who know me are not too shocked and surprised when suddenly I am old, and start to wear purple!





(Jenny Joseph)

sábado, 9 de maio de 2009

the days...


Eu não sei bem o que é. Mas traz uma saudade imensa do ontem e - principalmente - do agora. Traz também um aglomerado de pensamentos desconexos que vêm e vão como se fossem originados de uma insanidade absoluta. E o esquisito é que eu nunca estive tão lúcida.

Lembranças de dias e noites desfilam uma a uma com a duração de milésimos de segundo. Flashes que me (re)apresentam uma série de personagens -coadjuvantes, principais, figurantes - já vistos e conhecidos. Se fosse possível definir uma imagem pro passado ou presente, essa imagem seria um rosto. Feições e detalhes que nunca se apagam, porque elas foram decoradas espontaneamente.

Passado e presente não se excluem, nem substituem-se, eles simplesmente coexistem. Isso se explica justamente porque nada é absolutamente igual. Pelo contrário, lidamos com experiências diferentes todos os dias. Nada repercute exatamente como foi. Os dias passam rápido demais e nem nós mesmos conseguimos nos repetir. A gente já passou. Somos outros, aprendemos, mudamos e vamos mudar mais.





Ainda bem.