sábado, 9 de maio de 2009

the days...


Eu não sei bem o que é. Mas traz uma saudade imensa do ontem e - principalmente - do agora. Traz também um aglomerado de pensamentos desconexos que vêm e vão como se fossem originados de uma insanidade absoluta. E o esquisito é que eu nunca estive tão lúcida.

Lembranças de dias e noites desfilam uma a uma com a duração de milésimos de segundo. Flashes que me (re)apresentam uma série de personagens -coadjuvantes, principais, figurantes - já vistos e conhecidos. Se fosse possível definir uma imagem pro passado ou presente, essa imagem seria um rosto. Feições e detalhes que nunca se apagam, porque elas foram decoradas espontaneamente.

Passado e presente não se excluem, nem substituem-se, eles simplesmente coexistem. Isso se explica justamente porque nada é absolutamente igual. Pelo contrário, lidamos com experiências diferentes todos os dias. Nada repercute exatamente como foi. Os dias passam rápido demais e nem nós mesmos conseguimos nos repetir. A gente já passou. Somos outros, aprendemos, mudamos e vamos mudar mais.





Ainda bem.

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